Doce Primavera – 2ª Parte: Esperança X Ilusão
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Realmente foi um choque ter ouvido dela um “não” – educado e diplomático, é claro -, estava propenso a isso, mas quando ouvi aquilo aliviei também a ansiedade. O óbvio aconteceu. Era de se esperar que me considerasse apenas como amigo – estava sendo até muito generosa -, afinal, o que ela sabia sobre mim? Nada, mesmo. Acho que a única frase completa que consegui dizer pra ela, antes de tudo, foi: “Nossa, como vocês se parecem!” – falava dela e do irmão, são bem parecidos. Depois disso, consegui apenas uns olhares, um “oi”, outro “tchau”, até que tomei coragem e falei com ela.
Quando disse que estava gostando dela, fui bem simples e direto – mais ou menos um suicídio -, ela me olhou, procurando as palavras certas – é muito cuidadosa com as pessoas – daí começou a explicar como ela se sentia com relação a mim. Me dizia que para dar certo tinha que partir não só de mim – que apesar de alguém dar o primeiro passo, era preciso dar as mãos para continuar a caminhada, e seguir juntos por um único caminho -, mas ela não estava sentindo o mesmo que eu. Estava ligada a outra pessoa e não tinha certeza de muita coisa no momento, apenas de que não poderia me dar esperanças, nem incertezas. Ficara em aberto.
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O momento mais inquietante da minha vida. Depois daquele dia não conseguia parar de pensar nela, no sorriso, no jeitinho carinhoso e afável… realmente difícil não se apaixonar. Fiquei dias assim, até que consegui seu telefone.
Embora visse ela todo dia, não conseguia me aproximar – pura tolice -, ela, sempre rodeada de amigos e eu sempre me isolando. O único jeito era apelar para outros meios de comunicação – depoimentos, recados, depoimentos… -, mas era pouco pra mim, então resolvi ligar. Era um Domingo, chato e monótono, nada mais. Mas estava decidido a ligar, fiquei num conflito interno(eterno) me perguntando se uma ligação seria prudente, não queria pertubá-la(embora fosse necessário), mas não podia desperdiçar mais uma oportunidade.
Liguei, já era bem tarde. Ela atende, num sussuro. No início pensou que fosse um conhecido, mas logo se dava conta de quem era, fiquei imaginando o que pensava ela naquele momento. Mas foi ótimo a maneira como respondeu, como se já me conhecesse. Começamos falando sobre a escola, professores, colegas, … Enfim era uma conversa tranquila, sadia. Então percebi uma coisa: Sua voz estava fina, suave e… por incrível que pareça, voz de neném, soava cheia de carinho, carência.
Ela estava serena, falava abertamente, me dizia suas atividades favoritas e eu ouvia abobado. Adorava ler – me ganhava de vez -, fã declarada de Shakespeare, romântica incorrigível. Também gostava de cantar e para minha melhor surpresa – depois de muita insistência – cantou uma de suas favoritas: Bem que se quis, da Marisa Monte. Aquilo sim acabou comigo, fiquei louco, queria atravessar a linha, só pra dizer o quanto ela era especial, mas me contive e disse apenas que sua voz era linda – dizia estar rouca, mas não parecia nem um pouco. Conversamos por quase uma hora, falamos de religião – como eu, não tinha crenças ditadas pelos outros, apenas cristã. Falamos do que eu sentia, das pessoas, de tudo um pouco…
Já passavam da meia-noite, ela disse o que sentia, eu também… Mas ainda não era o suficiente. Percebia a distância entre nós, faltava tato, olfato, e outros sentidos que nem me cabem descrever. Ela, estava restrita a outro amor, só me dava provas de amizade. Mesmo a isso não desisti – acredito que um grande amor tem que ter como base uma grande amizade, colorida é claro.
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Doce Primavera – 1ª Parte: O acaso surpreende
Foi rápido, tão rápido que às vezes nem parece ter acontecido, mas não pude evitar, aconteceu. Embora achasse estar pronto para o acaso, me senti completamente despreparado.
Aconteceu e foi forte, imprevisível. Estava nos últimos meses do ano, embora torcesse para que acabasse rápido, em algumas semanas queria que demorasse por mais uns meses, anos talvez… Mas o tempo não pára até que coloquemos nossas dúvidas e receios de lado ou que façamos do nosso medo de tentar a coragem para conseguir.
Aquela garota… Parecia mais uma, uma, como muitas outras. Terminando o colegial e como muitas, estava pronta para fazer escolhas, encarar novos desafios, enfim… Sempre transparecia tranquilidade, sempre muito atenciosa com os amigos, meiga, carismática, sincera. Nem de longe pensei que fosse ficar envolvido, balançado, sem nem questionar o “por quê” de me sentir completamente atraído.
Aquele “quê” de curiosidade foi ficando mais forte. Ela, simplesmente linda. Mas não era exibida, nem retraída, só espontânea por dentro e por fora. Aspirando amigos por onde passasse, não precisa se esforçar para agradar as pessoas, é simples, encantadora, perfeita…
Precisava me expressar de alguma maneira, dizer o que sentia. Para alguns próximos a mim estava indo muito rápido, tinha que ganhar a sua amizade, ter a confiança dela, mostrar quem eu era. Mas não conseguia, me sentiria mal por isso, seria como me aproximar por puro interesse. É, eu sei, a paranóia já estava tomando conta de mim: imaginando o que ela pansaria antes mesmo de tentar. Foram alguns dias tentando me aproximar.
Encontros programados – ia à biblioteca várias vezes só para passar próximo à sua sala; acenos, aguardava a sua chegada por apenas um “oi”, e ficava delirantemente feliz com isso. Já ia me iludindo facilmente…
Era chegado o momento. Tinha que lhe falar o que estava sentindo, tão confuso, precoce, queria dizer no primeiro instante “eu te amo”, mas disse apenas que estava gostando dela. Ela, risonha, não entendeu nada, ou tudo. Mas o “banal” tinha que aparecer: Ela só me via como amigo. Por hora, tinha que me contentar, ou no máximo sentir-me agraciado pela nova amizade.
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Universo expressivo
Já faz algumas semanas que não me sentia tão bem, ter criado este blog me motiva a tantos desafios…
Me dedicar a escrita sempre foi, no mais íntimo, uma das minhas motivações. Fadado a pensar na vida e nas minhas primícias me considero um bom leitor, quem sabe também não agrado como escritor?
Não é nada fácil se expressar nos dias em que vivemos, vivo me perguntando “Será que vale a pena perder tempo com isso?” – “isso”, sou eu mesmo, aliás A consciência(meu “Eu Pensante”), que todos temos, mas poucos usamos.
Se as pessoas vão ou não dar atenção aos seus questionamentos é consequência do que disse – ou como foi dito. Algumas vezes sou manipulador e vou “filtrando” o que falo com os outros, depois disto tento entender o que eu mesmo falei, e em certas ocasiões falo demais e acabo contrariando as pessoas.
Para um artista ser o que é, nem sempre se faz necessário ser aplaudido – a não ser que sua “arte interior” se baseie no que as pessoas estão pensando -, eu como escritor, naturalmente, terei de ser compreensivo se criticarem o que escrevo, mas não derramarei lágrimas de sangue por isso, no fim talvez escreva um livro de Auto-Ajuda. Mas por outro lado ficaria muito feliz se gostarem do meu trabalho, por isso espero estar sempre a altura dos meus leitores.
Sou muito neutro e procuro ver e questionar o que eu vejo de diversos ângulos. Mesmo que acabe não fazendo o menor sentido. A expressão por meio de alguns versos, contos ou pequenas dissertações nos mostra um mundo só nosso que quer freneticamente se comunicar com a vida, com os amigos e com o que vale a pena…
Enfim… Vamos aprendendo com erros e acertos, com amigos e inimigos e percebendo que assim tudo vai se desenrolando, no universo das expressões.
Amigo Pensador, Pelvini o/
Não podia deixar de postar isso!!
Achei um carinha super legal aqui no WordPress.com (estava fazendo uma pesquisa no Google) , aliás devo a ele a criação deste espaço. Fera na arte de escrever Rafael Pelvini me ensinou a melhor forma de se expressar na escrita: Desafiando aos outros e a si mesmo…
E você, quer explorar sua criatividade? Desafie ele também:
Rafael Pelvini em Textos Desafiadores
O Tempo
O tempo nem sempre nos traz o que planejamos – objetivos, escolhas, amores, temores, encontros… – A vida vai acontecendo nas mais variadas situações, despropositadas ou não, vão acontecendo. O cotidiano me leva ao que eu quero – escola, trabalho, cursinho… independência! Mas também traz a rotina – horários, preguiça, ansiedade, preocupações… e caspas(em excesso!).
Saudoso e imponente, sempre nos programando e envolvendo. Faria um acordo com o tempo: queria mesmo era me desvencilhar de horários, romper com o relógio e fazer dos dias variáveis minha programação favorita.
Ou talvez fugir para um horizonte firme, algum lugar em que possa mergulhar nos meus pensamentos, esquecer minhas loucuras e sonhar com o paraíso. Pegar um pedaço de papel e fazer um poema – daqueles que só você entende – para “Aquela” que acho ser o único capaz de amar.
Ah… o Tempo, sempre me desafiando e vencendo.
Mas posso correr dele… Sim! E chegar ao topo mais alto de uma montanha e esquecer que existem porblemas nesse mundo. Sair por aí e procurar novos amigos, encontrá-los e dizer que a vida é maravilhosa e não podemos desperdiçar nenhum segundo.
Será que ainda tenho muito tempo? Mal comecei minhas buscas por conhecimento… Terei mais chances de entendimento, percursos e novos pensamentos?
… por enquanto é esperar a resposta do bom e velho sábio “Tempo”.
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